Pedal na Serra Catarinense*

outubro 21st, 2011

Pedal Serra Catarinense

O dia clareava com frio e garoa e nós montávamos as bikes para enfim iniciar a nossa aventura pela serra catarinense. Eu, Danielle Sauner e Letícia Zewe saímos pedalando da rodoviária de Lages no dia 28  de abril com o projeto de chegar a Florianópolis sem data certa, mas com um roteiro já definido que incluía a descida da Serra Corvo Branco e escalada na capital catarinense. Estávamos certas que mais importante que chegar era curtir a viagem e ter tempo para aproveitar o inesperado que este tipo de aventura proporciona. Nos alforjes levamos tudo o que poderíamos necessitar durante a viagem, equipamento de camping, cozinha e algum alimento, além é claro de cadeirinha e sapatilha de escalada. Auto-suficientes, poderíamos parar e dormir onde as pernas decidissem descansar.
O primeiro dia de pedal nos levou por uma estrada de asfalto, com um tráfego considerável nos primeiros 31 km, até a localidade de Painel. Anoraque e luva nestes primeiros km e mate pare esquentar na primeira parada. De Painel pegamos uma estrada secundária, também de asfalto, até Urupema. Muita subida e menos movimento, era raro passar um carro, mas tivemos que desviar de vários preás que cruzaram nosso caminho. Por volta da uma da tarde chegamos a Urupema, uma cidadezinha com apenas uma rua principal e muita araucária.  Já havíamos percorrido quase 60 km e depois do almoço e de uma hora de descanso seguimos pela estrada de chão que nos levaria até Rio Rufino. Eram cerca de 10 km de serra e durante os primeiros 3 km já decidimos que era hora de encontrar lugar para dormir. Como era uma região de serra não havia muito lugar para montar barraca, e não
encontramos nenhuma propriedade até então. Estávamos no dilema de voltar para Urupema para dormir ou tocar em frente sem saber se chegaríamos com luz na próxima cidade. Quando então passa pela estrada um senhor montado a cavalo no melhor estilo gaucho de ser. Seu Aldo trabalhava na fazenda da Dona Graça, próximo dali, e segundo ele, a senhora teria prazer em nos deixar acampar em sua propriedade. Mais uma subidinha para fechar o dia, a qual para surpresa do seu Aldo a Polaca botou para cima, e chegamos na Fazenda
Morro Agudo.

Dona Graça, recém viúva do ex-prefeito de Urupema, nos recebeu como se fossemos parentes distantes, daqueles que não se vê há muito tempo. A garoa estava mais forte e fomos acolhidas no galpão da casa. Seu Aldo fez fogo na enorme lareira de chão e a Dona Graça nos ofereceu misturinhas (bolachas de nata) com café. Dormimos ao lado da lareira em cima de alguns pelegos. Um luxo só!!!
A região serrana de Santa Catarina é fortemente marcada pela cultura gaucha, a fronteira ali só existe no papel, porque a cultura é uma só. O povo vive da criação de animais, e antigamente da extração de madeira, ali no alto da serra não existe muito cultivo e o cavalo é o melhor amigo do homem. A propriedade da dona Graça é cercada por muros de taipas (muros feitos de basalto) como manda a tradição. O Chimarrão, a bombacha e as histórias contadas ao redor do fogo fazem parte da rotina do povo serrano.

Pedal Serra Catarinense

O dia seguinte amanheceu fechado, com uma névoa grossa. Seu Aldo nos ofereceu um camargo, bebida tradicional, café com leite tirado da teta da vaca direto na xícara, espumoso e quentinho. Impossível pegar a estrada cedo com tanta hospitalidade. Na saída dona Graça nos convidou para conhecer sua case e tomar café da
manha com ela. A mesa oferecida para três desconhecidas deixaria muito café colonial da cidade grande no chinelo. Manteiga, queijo e mel da fazenda, misturinhas e bolinhos de chuva com queijo. Já passavam das nove horas da manhã quando partimos da Fazenda Morro Agudo, com a imagem da dona Graça e seu Aldo nos acenando do portão. Por isto é tão legal viajar de bicicleta. Estar fora do carro te deixa mais próximo das pessoas, da vida local, e de experiências como esta.

Felizes da vida, com a energia renovada e chuvisco na cara pedalamos serra a cima. Passamos pela Cachoeira que Congela, ponto turístico da região de Urupema, e pelo Morro da Antena 1.750m. Depois só descida até Rio Rufino. Neste dia nosso objetivo era chegar a Urubici, onde já tínhamos pouso certo. Até Urupema havíamos subido muito, e o trajeto de cerca de 35 km de Rio Rufino até Urubici por estrada de chão foi mais tranqüilo. Fomos pedir pouso na casa do Clé, na subida para o Morro da Igreja, e a cerca de 15 km do centro de Urubici. Da subida para o Morro da Igreja paramos no km3 onde fica localizado o Chalé dos Sonhos. O amigo Cleversom vive ali há 11 anos cultivando frutas, produzindo e comercializando geléias. Damasco, morango, phisalis, figo, framboesa, pêssego, goiaba da serra são algumas das delícias que você pode encontrar por lá, sem falar do visual incrível do vale. Como somos boas meninas, mais uma vez o universo nos presenteou com este lugar incrível e com a hospitalidade e companhia do Clé. Além de ótima pessoa é um excelente cozinheiro. Oferece refeições em sua casa, basta reservar antes de subir o Morro da Igreja, que na volta ele vai estar preparando um delicioso jantar para você. A vida estava tão boa no Vale dos Sonhos que não resistimos e ficamos um dia a mais por ali.
Apenas descansando, comendo geléias e admirando a beleza daquele vale.

Pedal Serra Catarinense

No terceiro dia de pedal, após uma madrugada fria, quando a temperatura atingiu 4ºC, finalmente o céu amanheceu limpo e de um azul de arder os olhos. Que lindo ter o privilégio de desfrutar de um dia desses
num lugar incrível como a Serra do Corvo Branco. Saímos às sete da manhã, percorremos um trajeto de estrada que está sendo pavimentado, o desenvolvimento chegando à região. Necessário talvez, mas completamente destoante do resto da paisagem.  Algumas subidas, suor na camisa e finalmente chegávamos ao ponto de descida
da Serra do Corvo Branco. No dia mais lindo da viagem estávamos ali, descendo por aquelas estradas íngremes com todos aquelas montanhas ao redor, a boca chegava a secar.  Descemos lentamente, muitas fotos, muitas paradas procurando por paredes escaláveis.

A Serra do Corvo Branco parece ser um barreira geográfica e cultural.  Após a descida a paisagem mudou e o povo local também. Neste mesmo dia chegamos à localidade de Rio Fortuna e pelo trajeto se percebe a forte influência da cultura européia e a grande quantidade de plantações. São casas e propriedades com um cuidado e capricho que até parece que você está percorrendo sets de filmagem. Felizmente a hospitalidade continuou a mesma. No interior você pede água e recebe café com bolo e muito proza. As pessoas têm tempo para conversar, se interessam pelo outro, mesmo sendo um desconhecido. Em Rio Rufino ficamos dormindo na edícula da casa de uma senhora que conhecemos na entrada da cidade. Viúva há cerca de 20 anos, sentou e converssou com agente no fim de tarde, nos contou feliz que tinha casado novamente. Partimos cedo no dia seguinte, com cerca de 50 km de estrada de chão a serem pedalados no dia. A próxima parada era a cidade de São Bonifácio. Chegamos na cidadezinha aos pés da Serra do Tabuleiro para o almoço e esperamos a chuva passar deitadas na praça. O cansaço já estava pegando forte e depois do almoço nosso pedal durou apenas 6 km, até o Restaurante da Ilha, local que oferece hospedagem por R$15,00 além do luxo de estar localizado a beira do rio, com cachoeira e tudo mais. O dia acabou cedo, antes de escurecer cada uma já estava deitada na sua cama.

Pedal Serra Catarinense

Quinto e último dia de pedal. Faltavam cerca de 78 km de asfalto até Florianópolis e ainda tínhamos que vencer a subida da Serra do Tabuleiro. O que mais preocupava era a chegada na ilha. O crux da viagem não foi às subidas até Urupema, ou a descida íngreme da Serra do Corvo Branco, foi com certeza o transito da BR 101 entre São
José e Palhoça. Graças a um pneu furado descobrimos que existe uma ciclovia que passa por baixo da ponte Hercílio Luz e assim chegamos a Florianópolis no dia 03 de maio. Porem a nossa aventura ainda nos reservava algumas surpresas. O nosso ponto final era o Rio Vermelho, e então descobrimos que ainda faltavam cerca de 40 km até a casa da amiga Andréa. Percorremos a beira mar toda por ciclovia, uma beleza!
Passamos o morro de acesso a Lagoa, depois o morro de acesso a Barra ainda o morro da Praia Mole. Chegamos à Rua do Arvoredo, no Rio Vermelho com as últimas luzes do dia e segundo nossos cálculos com 120 km pedalados no dia. O corpo doendo e a cabeça feita.  Em Florianópolis enfim fomos usar a cadeirinha e a sapatilha que
carregamos durante os 370  km pedalados. Escalada na ilha de Santa Catarina também é programa de tirar o chapéu. Tem boulder na beira da praia, Morro da Cruz, Pedra Branca e Pedreira do Abrahão, mas isso já é assunto para uma próxima matéria.

Suar a camisa, sair de dentro do carro, ver o mundo de outro ângulo, ter tempo para pensar, para conversar com quem não se conhece, sentir o vento na cara, a descida depois de cada subida, observar a mudança da paisagem, receber carinho desinteressado de gente nunca antes vista, são apenas algumas das experiências que só se vive viajando em cima de uma bicicleta. Se ainda não fez, agilize!

 

*Texto originalmente publicado no Jornal da Montanha, ed 04.

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Cipó só para mulheres

fevereiro 19th, 2011

Segue algumas imagens das escaladoras Luana Hudler, Flora K. Zugaib e Andréa Soares captadas em dezembro de 2010 na Serra do Cipó em Minas Gerais.

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Suescalando

dezembro 8th, 2010

Algumas fotos da última trip de escalada, o local é Suesca, sitio de escalada mais importante da Colombia. São mais de 300 vias entre escalada tradicional e esportiva, a rocha é arenito e as vias chegam ao máximo a 130m. Em breve matéria sobre a Colombia,  por enquanto algumas imagens que dizem mais que palavras….

 Suesca, Colombia.

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Cordilheira Branca 2010

dezembro 6th, 2010

cume ToclarajuA temporada de 2010 na Cordilheira Branca estava bem distinta devido a pouca quantidade de neve, já que as chuvas de verão foram amenas e não houve acúmulo de neve nas montanhas. O clima também estava mais instável, com janelas de tempo bom de cerca de uma semana seguidas por vários dias de mau clima. Muitas vias de escalada de muitas montanhas sofreram mudanças, algumas ficaram mais fáceis, outras mais difíceis. O Maparaju, por exemplo, no ano anterior oferecia cômodas rampas de neve para acessar o glaciar. Esta temporada, quando voltamos para lá, nos deparamos com uma parede de gelo de inclinação de cerca de 60 graus, o que nos fez procurar outro caminho de acesso e aumentou a caminhada em cerca de duas horas. Infelizmente não realizamos cume, pois nos faltou tempo hábil, já que é estritamente recomendado abandonar o glaciar nas horas mais quentes do dia.
Quitaraju Mas as mudanças causadas por pachamama todos os anos nos glaciares da Cordilheira Branca também nos beneficiou. Escalamos o Quitaraju (6040m), pela face norte com 450m de parede de 60 a 80 graus de inclinação em uma madrugada muito fria de lua cheia e com uma neve dura com a consistência de isopor, perfeita! Se tivesse mais neve na parede a escalada não teria sido tão prazerosa e segura. O Quitaraju está localizado na Quebrada Santa Cruz, ao lado do Alpamayo. O acesso até o acampamento alto leva de 3 a 4 dias.
Também estive novamente esta temporada na Quebrada Ishinca, desta vez para escalar o Toclaraju (6032m), montanha que já tinha me apaixonado no ano anterior pela sua forma que lembra um grande suspiro. Mais uma vez pude sentir de perto a força da natureza durante dois dias de tempo ruim passados no acampamento alto. Quando só restava comida para mais uma noite e as esperanças de escalar o Toclaraju já estavam desaparecendo, o céu começou a limpar. E assim naquela madrugada saímos em direção ao cume, numa caminhada que parecia não ter mais fim, abrindo caminho sobre uma neve fofa que recém tinha se acumulado e coberto todas as pegadas do caminho. Realmente a convivência com as forças da natureza é sempre um desafio, tudo é muito intenso, inclusive a alegria do objetivo atingido.
Além dos cumes conquistados, também rolaram tentativas de subir o Maparaju e Yanapacha. O Maparaju foi nosso primeiro intento, mas pela segunda vez não chegamos ao cume, o que não tirou o prazer e a satisfação da tentativa. Como é uma montanha bem freqüentada não existe caminho marcado e a descoberta foi algo que nos deu grande satisfação. A uma da tarde decidimos deixar o glaciar porque já estava tarde demais e nos parecia que para chegar ao cume ainda levaríamos mais duas horas.
O Yanapacha, montanha localizada na Quebrada Llaganuco, com 5380m de altitude possui facilidade de acesso e requer um pouco de escalada técnica para atingir o cume. Na noite de ataque ao cume eu estava passando mal, enxaqueca mais uma vez, e desistimos já no labirinto de gretas logo na entrada do glaciar. Este intento me deixou com o amargo gosto da derrota, mas a montanha continua lá e já está na lista para a próxima temporada.

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Pedal no Vale Europeu

abril 12th, 2010

dsc07335Ainda na onda de provar experiências novas, surgiu a oportunidade de fazer um pedal pelo interior de Santa Catarina. Tudo começou com a notícia que iria acontecer na região de Rio dos Cedros, que abriga o Circuito Vale Europeu, um encontro de escalada.O circuito tem cerca de 300 km e foi criado especialmente para a realização de ciclo turismo. Proposto para ser realizado em sete dias, são cerca de 45 km por dia, com local de saída e chegada pré definidos, geralmente pousada ou hotel de alto nível.
A escalada iria acontecer no Morro do Rio Bonito, pico que eu já havia experimentado por duas vezes, a última em 2008. O proposto era um encontro de escaladores, que alem de confraternização e escalada, também estava oferecendo palestras com os escaladores Edmilson Padilha e Reginaldo Carvalho, eles falariam sobre conquista da via Place of Hapiness e a Conservação e Manutenção de Trilhas, respectivamente.

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Pedalar para escalar. Perfeito! A Luana Hudler, de Joinville, sempre parceira, aceitou a empreita e saímos de Joinville numa quarta feira chuvosa, com a intenção de pedalar um trecho do circuito Vale Europeu e chegar na sexta feira no Morro do Rio Bonito para encontrar a tchurma e escalar. O percurso completo do Circuito Vale Europeu pode ser visto no site www.circuitovaleeuropeu.com.br. Optamos por iniciar o percurso na cidade de Indaial e conhecer o trecho que, segundo informações, transcorria por uma área mais rural e menos habitada. Infelizmente só conseguimos chegar em Indaial as duas horas da tarde de quarta feira, nosso objetivo era realizar o trecho até Rodeio (proposto no circuito como roteiro do terceiro dia). Sem velocímetro, seguíamos a planilha do roteiro do dia meio que por instinto o que, claro não deu muito certo. Chegamos em Rodeio no final da tarde, mas acabamos fazendo um caminho diferente do proposto, o que nos fez subir uma serra bem íngreme, inclusive não provamos nada igual em todo o trajeto. Tudo é treino.
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Em Rodeio optamos por passar a noite acampada no quintal da casa de moradores. Dona Ana Maria e Seu João José, além de pouso, nos ofereceram café da manha e muita prosa. No segundo dia começamos a pedalar as oito e já de cara toca para cima do Morro Ipiranga. Durante os 40 km do dia passamos por um povoado com mais de cinqüenta estátuas de santos e um cristo redentor, lindos rios, grupos de crianças voltando da escola de bicicleta e muita plantação de pinus. Com o sol a pino chegamos em Dr. Pedrinho e atacamos um super x-salada, e depois disso só foi possível passar o resto do dia sentada na praça da cidade, na sombra, é claro. Em Dr. Pedrinho existe um hotel fora do circuito que oferece cama e banho por R$ 20,00 por pessoa, ficamos por aí mesmo.
Com o objetivo de chegar no Morro do Rio Bonito no final do dia e com a idéia de ficar a sombra no horário do sol forte, começamos o pedalar antes do sol nascer. As oito da manhã já tínhamos subido a primeira serra do dia. O que teria sido ótimo se não tivéssemos subido a serra errada. Tudo é treino. Fizemos um break no Paradeiro da Montanha, na região chamada de Alto Cedro. Uma linda pousada que abriga pessoas tão lindas quanto. Os proprietários nos receberam muito bem e ganhamos até jarra de limonada geladíssima. Descansamos no deck a beira do Lago Pinhal. Dali descemos para Palmeiras, saindo do proposto pelo circuito, mas nos economizou uns 20km de pedalada e garantiu a janta e o bivaque aos pés do Morro Bonito, na fazenda do seu Bona.
 
ESCALADA

dani-subindo-a-serraO melhor da escalada foi ver a tchurma reunida, matei a saudade de gente que eu não via há muito tempo. O escalador Daniel Fernandes, organizador do evento, conseguiu reunir gente de Criciúma, Blumenau, Florianópolis, Itajaí, Balneário Camboriú, Joinville, Campo Alegre, Jaraguá e Curitiba.
O local também dispensa apresentação. O Morro Rio Bonito fica as margens da barragem de mesmo nome, localizado na propriedade do Seu Bona, que cedeu as instalações para a realização do evento e ainda promoveu um costelasso no almoço de domingo. O costela eu perdi, mas no dia escalamos, passeamos de caiaque e pedalamos cerca de 40 km até Jaraguá do sul, onde pegamos um ônibus para Joinville, onde acabou nosso aventura.
Ao todo pedalamos cerca de 200km, tentamos três vias no Morro Bonito conseguimos subir duas, demos uma banda de caiaque na barragem, trabalhamos na recuperação da trilha de acesso as vias do Morro Bonito e colocamos o papo em dia. Tanto o circuito quanto as escaladas no Morro Bonito deixaram gostinho de quero mais.

Rio Manso

março 24th, 2010

Rio manso

O lado bom de não poder escalar por causa do clima ruim é que você descobre que existe vida além da escalada. Para passar o tempo você faz coisas que nunca iria fazer se o sol estivesse brilhando, o céu azul de brigadeiro e aquela brisa suave pairando no ar. Nestes dias só existe escalar. Mas quando chove, neva e o vento arranca você da parede por cinco, seis, dez, quinze dias, a gente descobre que existem outras coisas para se provar nesta vida, ou morre de tédio.

Rio manso

 Eu fui fazer rafting no Rio Manso, na divisa entre Chile e Argentina. Sempre tive vontade, mas nunca que iria deixar um dia livre para fazer rafting e não para escalar. E adorei a brincadeira. Desde então já provei outras coisinhas também, infelizmente sacrifiquei algumas escaladas, mas me diverti tanto quanto. Bom mesmo é estar no meio do mato, coração saindo pela boca, e isso rola corredeira abaixo ou pedalando ladeira acima. 

 

 

Rio mansoO rafting inicia há uns 50 km de Bariloche e termina na divida com o Chile, são 12 km de corredeiras percorridos durante duas horas de descida. Fomos com uma operadora de turismo que oferece todo o pacote, você só precisa saber qual é a direita e qual é a esquerda para obedecer aos comandos do guia do bote. No mais o contato com a natureza e o medinho de se esborrachar nas pedras completa o dia. A experiência deste rafting foi algo bem comercial, quando viajo para escalar sempre vamos de maneira autônoma o que dificulta um pouco porem dá mais sabor de aventura. Fiquei mesmo com vontade de descer um rio de rafting com amigos e quem sabe um dia saber algo mais de rafting do que só “Remar para direita!” e “Remar para esquerda!”.

Uma pequena dose de Tronador

março 15th, 2010

O Cerro Tronador é uma das montanhas mais visitadas na Argentina, principalmente por brasileiros ávidos por provar um pouco da escalada em gelo. Localizado a cerca de 60km de Bariloche, dentro do parque Nahuel Huapi, tem seu cume a 3.748m e apesar de ser considerada uma montanha de nível técnico acessível, tem lá os seus desafios, como por exemplo,muitas gretas e um trecho mais técnico para acesso ao cume.

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Esta temporada, no final do mês de janeiro, estivemos visitando o Cerro Tronador com a intenção de tentar uma ascensão ao cume, porém tivemos que nos contentar em avistar a montanha a partir do seu acampamento alto.

Subimos a trilha que leva ao acampamento alto, onde também está situado o Refúgio Otto Meiling, com equipamento para a escalada e comida para três dias, pensando em, se necessário, ficar um dia a mais para esperar o melhor dia. No entanto, já na nossa primeira noite acampados ao lado do Refúgio, o tempo virou bruscamente e o vento durante a madrugada quebrou nossa barraca. E assim a nossa estadia neste lugar foi interrompida precocemente. Não tive nem a oportunidade de colocar os grampons nas botas. Quando a coisa está ruim, já apreendi que o melhor é não reclamar, porque sempre pode piorar. Então, ao amanhecer descemos para Pampa Linda com todo o peso que tínhamos levado para cima no dia anterior, mais barraca e outras coisas molhadas, e apesar de tudo contentes por ainda estarmos com roupas secas.

Apesar da nossa tentativa frustrada de subida ao Cerro Tronador fiquei muito satisfeita de ter conhecido o lugar o que só aumentou o desejo de tentar subir a montanha. Do acampamento alto descobri porque esta linda montanha é chamada de Tronador. Um glaciar suspenso localizado a esquerda da montanha ecoa sons de trovão toda hora que um pedaço seu se descola e cai no abismo abaixo dele. O meu respeito e medo pelo Cerro Tronador também cresceram consideravelmente, a visão que se tem da montanha toda gretada e dos glaciares se movimentando ao lado deixa claro como tudo aquilo esta em constante movimento. Impressionante.

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Trekking até o Refúgio

 

 

O acesso a montanha tem início na cidade de Bariloche, de onde partem vários transportes privados em direção a Pampa Linda, onde tem início à trilha de acesso ao acampamento alto. As vans custam cerca de 40 pesos e são oferecidas por agências de turismo e pelo Clube Andino de Bariloche – www.clubandino.com.ar .

Na localidade de Pampa Linda existe toda uma infra estrutura para receber os visitantes. Centro de informações, banheiros, área de camping selvagem e privada, restaurante e pousada. A caminhada até o acampamento alto, onde também está localizado o Refúgio Otto Meiling, leva cerca de 5 horas, e vale cada passo dado. No início a trilha é bem tranqüila, toda aberta, pouco inclinada e sombreada. Depois de duas horas de caminhada no bosque inicia o trecho chamado de caracoles, a partir daí a inclinação aumenta drasticamente. No final do caracoles, depois de mais de uma hora e meia de toca para cima, se chega a uma área chamada de “descanso dos cavalos”. Isso mesmo, até este trecho é possível ir à cavalo, o passeio irá custar R$60,00 só para a subida, ou R$80,00 incluindo a descida. A partir daí caminha-se mais duas horas até o Refúgio Otto Meiling por terreno pedregoso e exposto ao sol. Dependendo da época esse trecho pode estar todo coberto pela neve. Nos meses de janeiro e fevereiro o trekking até o Refúgio Otto Meiling é muito procurado por turistas que visitam a região de Bariloche. A maioria dos visitantes sobe levando apenas uma mochila com comida e agasalho, dorme no refugio e no outro dia desce para Pampa Linda. O Refúgio oferece quarto e cozinha coletiva pelo valor de R$30 e pode abrigar uma quantidade infinita de pessoas dormindo em colchões espalhados pelo chão.

 

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Diversão Patagônica Temporada 2010

fevereiro 21st, 2010

Faça tempo bom ou ruim o Vale do Refúgio Frey, em Bariloche, sul da Argentina é garantia de diversão. Algumas vezes o lugar nos faz chorar de medo, chamar a mãe, tremer de frio, enlouquecer com o soprar do vento forte nas orelhas, mas quanto maior o desafio maior a satisfação no fim do dia. Esta temporada foi assim, testando todo o momento a motivação do escalador.

 

O Vale recebeu brasileiros desde o início da temporada. Na segunda quinzena de dezembro, com a neve ainda tomando conta dos sítios de acampamentos ao longo da lagoa, catarinenses e cariocas ocupavam os arredores do refúgio com suas barracas. A turma que passou pelo Frey em dezembro enfrentou muito vento, nevasca e baixas temperaturas. O calor mesmo só na memória dos brasileiros. Mas tendo vontade sempre alguma coisa a gente escala. A opção era escolher as vias abrigadas do vento e que pegavam sol durante boa parte do dia, quando raramente ele mostrava suas caras.

O primeiro de janeiro chegou com sol e a esperança de clima bom, mas as coisas só foram melhorar mesmo a partir da segunda metade de janeiro. Aí sim foi possível escalar sem bater os dentes. O vento ainda persistia, mas este é companhia freqüente do escalador que procura as agulhas de granito da patagônia, o jeito é se acostumar.  Nesta janela de tempo bom, os escaladores aproveitaram para visitar as agulhas mais longes e tentar as vias mais longas e expostas ao clima patagônico. Teve dia de ter três cordadas escalando a via Sinistro Total, na Torre Principal, famosa pela sua dificuldade técnica, e por estar localiza em uma face da agulha que pega pouco sol e muito vento. Do cume da Principal, a agulha mais alta do vale, se escutava gritos de escaladores, muitos brasileiros, nos cumes da agulha Campanille, Cohete e Banana todos desfrutando do bom clima depois de tantos dias de espera.

Claro que, depois de mais de quinze dias de tempo bom, uma hora as coisas iriam mudar. A princípio, um ou dois dias de tempo ruim é bom para descansar sem aquele peso na consciência de estar perdendo um dia bom. Porém, o que aconteceu no início de fevereiro foram cerca de oito dias seguidos de tempo ruim, nas suas mais variadas possibilidades. O vale do Refúgio Frey chegou a ficar inabitado, com apenas algumas barracas abandonadas pelos seus moradores que desceram para passar o tempo ruim em Bariloche.

 

A promessa, segundo a turma do Refúgio, era que as coisas iriam melhorar a partir do dia 11, e que no dia 13, data que aconteceria o campeonato de escalada Rock Máster no vale do Frey, a temperatura chegaria a 28 graus. E assim foi. O evento, realmento não sei como foi, pois aproveitamos a janela de tempo bom para fazer um bivaque na base da agulha Campanille, localizada a cerca de uma hora e meia de caminhado do refúgio e considerada por muitas a agulha mais atrativa do vale por suas paredes verticais e rocha de boa qualidade. Não fomos os únicos que desfrutaram do Campanille nestes dias, a agulha estava sempre movimentando recebendo até três cordadas por dia, Buch Goin e Imaginate, sempre disputadas. E já cansados, perdemos o último dia de tempo bom. O tempo voltou a fechar, e a saudade do Brasil e do calor foi maior.

 

Escalando no Vale

A minha primeira experiência na Patagônia, no vale do Frey, foi no verão de 2008. Naquela temporada tivemos quarenta dias de tempo bom, calor, podendo escalar de bermuda e camiseta no Campanille. Só desfrute, a galera muito motivada e evoluindo a cada nova escaladas. Os dias de descanso eram coisa rara. Oh saudade!!!

Esse ano os dias de desfrute foram poucas. Porém, quando se tem vontade mesmo, se sobe com vento, neve e luvas nas mãos. A emoção com certeza será recompensadora.

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Escalando na agulha Campanille, via Buch Going. Bariloche/Argentina.2010

Nos primeiros dias de janeiro escalei com a Letícia Zewe, de Curitiba, que estava conhecendo o lugar e escalando vias completas com proteção móvel pela primeira vez.

Fizemos as clássicas, Diedro de Jim e Sifuentes Weber na Agulha Frey, Del Frente na agulha La Vieva e a Normal da Torre Principal, num lindo dia de céu azul e muito vento, o que fez do rapel uma grande aventura, mas fora a apreensão de rolar uma corda presa, tudo correu muito bem. Na janela de tempo bom a nossa cordada ganhou o apoio significativo do Ingo Moller, que teve uma rápida passagem pelo Frey este ano, mas em compensação nos melhores dias.

  

Escalamos a Trilogia no Frey, esta entre chuviscos. A Anticíclica no Pilares de La Tierra emendando com a Le Gran Tom no Tonto. No Campanille escalamos a Fonrouge Bertonceli e a na Banana a On Marche sur La Lune. Voltei a escalar na Torre Principal pela via Clemenzo. 

Em fevereiro, depois do calvário de uma semana de ibernação, eu e a Letícia fizemos uma cordada com a Luana Hudler de Joinville, sempre parceira, e escalamos a Buch Going no Campanille e a On Marche Sur La Lune na Banana. Nos dias de tempo ruim rolou uma grande variedade de primeiras cordadas, intentos, vias mais curta e top ropes na tentativa desesperada de escalar algo e não morrer de tédio.  Já de volta ao Brasil, onde o clima esta época do ano também não favorece muito a escalada, é certo que valeu a pena provar do gostinho amargo do clima patagônico para desfrutar daquelas escaladas perfeitas naquele granito alaranjado cheio de possibilidades de boas proteções. Sempre vale a penaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!! Faça tempo bom ou ruim, na próxima temporada estarei lá.

Anhangava, Caminho do Itupava e Marumbi

novembro 15th, 2009

 Há cerca de 30 km da capital paranaense existe um oásis no deserto. Um lugar onde ainda é possível acordar com o som dos pássaros, tucanos, arapongas e baitacas e sentir o cheiro das árvores florescendo na primavera. Provavelmente muitos curitibanos dentro dos seus carros sufocados nos congestionamentos nem sabem da existência deste oásis de tranqüilidade tão próximo do caos da cidade grande.      

 

O Morro do Anhangava, localizado no município de Quatro Barras, faz parte do recém criado Parque Estadual da Serra da Baitaca. O acesso para o Morro do Anhangava se faz através da cidade de Quatro Barras, na região metropolitana de Curitiba, uma opção é vir pela BR 116 sentido São Paulo. Além da contemplação e contato com a floresta atlântica e a floresta de araucária e toda a sua biodiversidade, existem várias opções para os praticantes de esportes de aventura.

ingo_solanjacaCom seus 1.430m de altura o Morro do Anhangava é um conhecido centro de escalada e montanhismo. Considerado o melhor campo-escola do sul do Brasil, o granito do morro do Anhangava oferece lindas vias de escaladas para quem tem interesse em se iniciar no esporte, e também para os praticantes mais avançados. Para os interessados em trekking, existem duas possibilidades de ascensão até o cume desta montanha. Os mais ousados e preparados podem optar subir pela frente da montanha, o que inclui trechos de escadarias de aço e algumas rampas de rocha A subida é íngreme e leva em torno de uma a duas horas. Outra opção um pouco mais longa, porém com menor inclinação, é a trilha da asa delta. Este caminho contorna e sobe a montanha pela sua crista, oferecendo uma linda vista de alguns setores de escalada. Pela trilha da asa delta se leva entre duas ou três horas de subida. Trilhas para passeios de bicicleta também existem na região em torno do morro. E nos dias de tempo bom também é possível ver parapentes sobrevoando a região. O morro do Anhangava oferece bom local para decolagem e pouso, sendo muito freqüentado por praticantes de vôo livre.

O Parque Estadual da Serra da Baitaca também inclui o histórico Caminho Colonial do Itupava, que liga o litoral ao planalto de Curitiba. Quando em 1693 foi fundada a Vila de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, como foi chamada a capital paranaense inicialmente, o Caminho do Itupava já estava lá. Acredita-se que índios já usavam o caminho para busca e caça de alimentos.  Depois os colonizadores da região continuaram usando o mesmo caminho para acessar o planalto vindo do litoral. O caminho deixou de ser usado em 1873 com a construção da Estrada da Graciosa, porém o seu calçamento continua o mesmo, e recentemente foi restaurado, havendo a construção de passarelas e algumas pontes. Mas a viagem histórica não é a única atração do caminho, que se inicia em Borda do Campo, localidade de Quatro Barras, e termina em Porto de Cima, Morretes, já no litoral paranaense. O Caminho do Itupava exibe toda a vegetação e fauna da floresta atlântica. Durante o percurso se cruzam rios, cachoeiras, várias espécies de bromélias e orquídeas, árvores centenárias, pássaros e animais de pequeno porte. Destaque para o mirante do Santuário do Cadeado e para a cachoeira Véu da Noiva.  

 

Abrolhos Cume Olimpo Muitas montanhistas, saindo do Anhangava, vão caminhando pelo Itupava até o Marumbi, um conjunto de montanhas que tem seu ponto culminante, o Olimpo, há 1539m de altitude. O Conjunto Marumbi, – que faz parte do Parque Estadual do Marumbi, criado em 1995 e que hoje conta com uma área de 8.745 mil hectares -, está logo acima da localidade de Porto de Cima, no município de Morretes, e é muito importante para a história do montanhismo paranaense. A subida a qualquer um dos seus cumes é uma grande aventura, recomendada apenas para praticantes experientes, pois conta com subida muito íngreme e trechos expostos de escadarias de aço. A trilha Frontal que leva direto ao cume do Olimpo tem duração prevista de três a quatro horas, tudo depende do preparo físico e da umidade no local. Em dias de mal tempo a gerência do parque não permite o acesso as trilhas para evitar acidentes, já que resgates ali são muito complicados pelo difícil acesso. Porém, para quem não estiver interessado em enfrentar uma aventura destas, vale passar o dia na base da montanha tomando banho de rio e apreciando a imponência do Marumbi. A sede do Parque Estadual do Marumbi fica localizada na base da montanha, e também conta com o Museu do Marumbinista, alojamento, posto da polícia ambiental, camping e banheiros gratuitos, além dos serviços do Corpo de Socorro em Montanha- Cosmo.  

 

 

Como chegar

Estação  Até o morro do Anhangava, na localidade de Borda do Campo, no município de Quatro Barras é possível chegar de carro, vindo pela BR 116 sentido São Paulo. De ônibus é necessário ir até Curitiba, no terminal do Guadalupe onde saem ônibus para Quatro Barras toda hora. Chegando em Quatro Barras pega-se um outro ônibus que leva até Borda do Campo, saltar no ponto final e caminhar cerca de 30 minutos até o Refúgio 5.13.

O acesso ao Marumbi é um pouco mais complicado, o que torna a montanha ainda mais bela e atrativa. De carro só se for 4×4, e mesmo assim se chega somente até a Estação Engenheiro Lange, daí é necessário caminhar mais 30 minutos. O caminho tem início em Porto de Cima, próximo ao rio Nhundiaquara. A empresa Serra Verde Express opera um passeio de trem que sai de Curitiba e termina em Morretes, passando entre outros lugares, no Marumbi. Somente o passeio de trem, que custa R$ 37, já vale à pena. Na ida é possível descer no Marumbi e no final do dia pegar o trem de volta para Curitiba. 

Para quem gosta de caminhar a melhor opção é o histórico Caminho do Itupava, que sai de Borda do Campo, próximo do Anhangava, e depois de cerca de oito horas, 16km e muitas fotos, chega ao Marumbi.

 

Quando ir

O clima de montanha da Serra do Mar é muito instável, em geral chuvoso e úmido. A época mais seca é nos meses de maio a agosto, porém também é mais frio. Se o programa inclui banhos de rio e cachoeira com certeza vale arriscar pegar alguma chuva e optar pelos meses mais quentes, dezembro a fevereiro.

 

Onde ficar

cincotreze_anhangava No morro do Anhangava a melhor opção é se hospedar no Refúgio de Montanha 5.13. O local é um albergue para montanhistas, com opção de quarto individual ou coletivo. Também oferece local para camping e cozinha coletiva. A estadia custa cerca de R$ 20,00. No Marumbi a única opção é o camping oferecido pelo próprio parque. Mas também é possível visitar a montanha durante um dia, e pegar o último trem ou para a grande cidade, Curitiba, ou para o litoral, Morretes.

 

 

Informações

 Refúgio de Montanha 5.13

WWW.cincotreze.com.br

(41) 3554-1609

 

Serra Verde Express

www.serraverdeexpress.com.br

(41) 3323-4007

 

Parque Estadual Pico do Marumbi

(41) 3462-3598

permarumbi@iap.pr.gov.br

 

 

Veja mais Fotos do Anhangava

 

 

Ai que vontade que dá….

outubro 23rd, 2009

Filmes de Montanha

Como é dificil ficar no mesmo lugar com tantas coisas acontecendo neste mundo tão grande.  Para começar acontece neste final de semana a 9a Mostra Internacional de Filmes de Montanha no Rio de Janeiro. Já dá vontade de ir para o Rio de Janeiro, ver a mostra, escalar, conhecer o desconhecido. Para atiçar mais as lombrigas o trailler de divulgação do evento mostra mais uma dezenas de imagens de lugares ainda por conhecer e sensações para experimentar. Imagine só o que deve ser a mostra, uma overdose de vontades, de lugares que você tem que  ir, de escaladas para fazer, de cumes para conhecer, medos para enfrentar.

Agora tenho que ficar, vou procurar mais alguns filmes aqui na internet mesmo e ficar morrendo de vontade de ir, armazenando ganas….. mas, por favor, quem tiver a oportunidade de ir, que vá,  porque não é por acaso que este mundo é tão grande e cheio de coisas distintas e maravilhosas para experimentar. Informações e programação completa da 9 Mostra de Filmes de Montanha você encontra no link  www.filmesdemontanha.com.br .